domingo, 13 de novembro de 2022

O HEBRAICO E O CASTELO PERDIDO...

 



O HEBRAICO E O CASTELO PERDIDO...

Fazendo uma analogia da língua hebraica com uma grande construção antiga, que escolho um suposto castelo como comparação, com o intuito de facilitar um certo entendimento.

Imaginemos um alicerce em ruína de um castelo desaparecido há séculos! Seria possível restaurar esse castelo? Na minha humilde opinião, humanamente falando, não. Atentemos para os detalhes que diferenciam uma restauração, de uma reforma e de uma reconstrução! Na minha sempre humilde opinião são três coisas distintas, independentemente de o vernáculo oficial confirmar ou não o meu raciocínio.

No caso da restauração, parto de dois pressupostos: 1º) que a restauração de um imóvel é uma renovação do mesmo o mais fielmente possível ao original. Isto é perfeitamente possível. 2º) que a restauração de um imóvel implica numa volta no que ele era antes, com cem por cento de fidelidade. Isto na minha opinião é impossível. Uma pequena e simples variação na tonalidade de uma cor, já deixa de ser cem por cento original!

Já no caso de uma reforma de um imóvel deteriorado, podemos sem problema algum trocar portas e janelas, acrescentar ou mudar paredes, pintá-las com cores diferentes, colocar um telhado novo com outros tipos de telhas, etc....

E no caso da reconstrução, temos uma opcional soma da restauração com a reforma, na mesma. Para caracterizar uma reconstrução, no mínimo temos que reconstruir no exato local onde existia o imóvel que desapareceu! Daí em diante, tudo que puder ser aproveitado do que restou do antigo, no caso suposto um alicerce, ajudará mais o que podemos denominar de “reconstrução”! Isso, até um suposto limite, pois uma ruína pode ter tantas paredes e detalhes de pé, que a reconstrução deixe de ser reconstrução e passe a ser uma reforma.

Temos também inserido nessa questão, o fato de a reconstrução poder acontecer em locais exatos ou diferentes, onde existia, por exemplo, um hospital, uma escola, etc.! Como exemplo, digamos que o governo por um forte motivo venha precisar para outra finalidade da área onde hoje fica o Maracanã!? E para que a cidade e seus habitantes não fiquem sem um estádio de tal fama e envergadura, constroem outro com o mesmo nome em outro local... Pode-se perfeitamente nesse caso, se dizer que o Maracanã foi “reconstruído”, com a mesma arquitetura ou não, desde que permaneça oficialmente com o mesmo nome!

Um alicerce completo de um castelo que tenha existido num passado distante, pode nos dar uma ideia bem aproximada do que era a divisão do primeiro pavimento. Daí em diante tudo dependeria de projeto arquitetônico preservado, literaturas, desenhos antigos ou quaisquer outras informações a respeito do suposto castelo. Seja como for, a reconstrução de um castelo antigo fielmente idêntico ao original é humanamente impossível! Essa é a minha opinião, e acredito, de todos!

Imaginem a “infinidade” de detalhes, como de cores, decorações, formato de portas e janelas, etc.?

Creio que já temos detalhes suficientes para um dos lados da analogia, vamos agora compará-lo com a língua hebraica. Sendo o hebraico uma língua muito antiga, e que por vários motivos quase desapareceu por completa, assim como o suposto castelo, o que podemos tirar de autêntico do que restou dessa língua...? Ela foi restaurada, reformada ou reconstruída? Assim, como do suposto castelo restou apenas o alicerce, parece sem sombra de dúvidas que do hebraico primitivo restou os caracteres alfabéticos, confirmados pelas descobertas arqueológicas, inclusive o tetragrama referente ao nome verdadeiro do Criador de todas as coisas.

Assim, como para a restauração ou reconstrução do antigo suposto castelo, precisaríamos dos projetos arquitetônicos preservados, além dos demais detalhes, como acabamento, cores de parede, portas, janelas, etc., no caso do hebraico bíblico precisaríamos de uma gramática primitiva, abrangente e preservada, que nos desse a real oralidade primitiva da língua.

Aceito que estudos aprofundados e demorados, como no desvendamento da Pedra de Roseta, pudesse nos levar ao entendimento sobre o hebraico bíblico escrito, mas quanto ao entendimento do hebraico bíblico falado, só a existência de gravações sonoras ou uma gramática bíblica preservada, abrangente e autêntica, poderia nos dar a real sonoridade vocal do hebraico falado. Como gravações sonoras de voz dos tempos primitivos não existem, ficamos nas dependências polêmicas ou duvidosas de afirmações humanas falíveis.

Assim, como provas irrefutáveis, como fotos, filmes e vídeos do suposto castelo secular não existem por motivos óbvios, não temos gravação de voz, ou filmes e vídeos que contenham falas primitivas, provando irrefutavelmente como era falado o hebraico antigo. Percebo que muita gente que mal ou bem entende do assunto referente ao nome original do Pai Celestial, se baseiam em suas afirmações, no "hebraico reconstruído” ou “reformado”. E quanto ao "hebraico fielmente restaurado", ainda não vi provas cabais de autenticidade que me convencessem!.... As questões sobre tradições, estudos aprofundados, achados arqueológicos, como "provas cabais" não dissipam as minhas dúvidas, no que se refere a autenticidade da sonoridade vocal hebraica primitiva.

Não quero mostrar com esse trabalho que eu estou certo ou errado, apenas levantar questões. Não faço pouco caso do denominado “hebraico moderno”, pelo contrário, acho uma obra utilíssima e maravilhosa, apenas ainda não vi provas cabais de que nesse hebraico falado hoje em dia, contenha nele inserido o verdadeiro hebraico bíblico falado nos tempos antigos, tempos esses em que se pronunciava o verdadeiro nome do Pai Celestial, creio! Por que será que, hoje, existem várias versões polêmicas para um suposto nome original do Pai Celestial e do seu Filho Unigênito?

E o Altíssimo será rei sobre toda a terra; naquele dia um só será o Rei, e um só será o seu nome. Zacarias 14:9

E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Mashiach será salvo. Atos: 2:21

"Disse também o Pai Celestial a "Moisés": "diga aos israelitas: O Pai Celestial dos teus antepassados, o Pai Celestial de "Abraão", de "Isaque" e de "Jacó", enviou-me a vocês. Esse é o meu nome para sempre, nome pelo qual serei lembrado de geração em geração.

Se alguém quiser interagir comigo nesse estudo, dando opiniões, me corrigindo, pedindo mais informações, detalhes, etc., eu estou disponível nos vários dispositivos para esse fim...

Para não transformar esse estudo em “enfado”, grande a ponto de pessoas desistirem de lê-lo, resolvi parar por aqui, porém acho fundamental para quem quiser mais detalhes, adquirir mais ou menos convicção de uma posição no assunto, sugiro que pesquise na internet um pouco mais de conhecimento sobre a história do hebraico e, também, sobre um mínimo de linguística. Também tenho um outro estudo, similar a este, no link a seguir, que contêm, bem resumidamente, esse mínimo do conhecimento que sugeri. Que o Pai Celestial nos abençoe...

https://discutindoavida-val.blogspot.com/2022/05/podemos-nos-embasar-no-idioma-hebraico.html


quarta-feira, 14 de setembro de 2022

DEVEMOS SER DIVIDIDOS E ISOLADOS?

 


Devemos ser divididos e isolados?

Creio que quem abandona o nome “Jesus” porque se conscientizou de que é um nome falso, manipulado pelo ser humano, deva ser respeitado, independentemente de ter adotado ou não quaisquer das versões atribuídas ao Pai e ao Filho como verdadeiras. É lógico que só existe uma verdade, e se uns estão na verdade, outros estão na mentira, pois são várias as versões dos nomes do Pai e do Filho afirmadas como verdadeiras. Exemplos:  

Filho: Yeshua, Yashua, Yoshua, Yehoshua, Yaohushua, Yahushua, Yahshuah, Yausha... 

Pai: Jeová, Javé, Yahveh, Yehovah​, Yhová, Yahu, Yauhou, Yauh...

Depois de cerca de 30 anos que eu acompanho com grande interesse essa questão, nasceu em mim a visão de que tudo aponta para a tese de que somente com a volta do Mashiach teremos a solução para essa polêmica! Posso estar errado? Posso, mas levem em conta de que não estou afirmando nada! Porém a lógica é: se um único nome foi dado para salvação, tem muita gente bem-intencionada, ou não, na mentira!

Pois a lógica é a de que nomes próprios se embasam em sonoridade vocal e não em rabiscos que representam meras letras. Achados arqueológicos como o tetragrama só prova a escrita, e não o som vocal referente ao nome dado para salvação! Não existem falas arqueológicas!

Na minha opinião, para que não haja divisão no corpo do Mashiach, devemos ser mais liberais nessa questão, em relação ao que pensam outros irmãos, até porque, em tese, todos podem estar errados. Por mais evidencias, indícios de que uma ou outra versão possa ser a verdadeira, provas irrefutáveis da verdade, pessoalmente creio que não existem! Mais detalhes no seguinte link:

https://discutindoavida-val.blogspot.com/2022/05/podemos-nos-embasar-no-idioma-hebraico.html

segunda-feira, 9 de maio de 2022

PODEMOS NOS EMBASAR NO IDIOMA HEBRAICO, SEM SOMBRA DE DÚVIDAS, PARA AFIRMAR-MOS A VERACIDADE DA SONORIDADE VOCAL REFERENTE AO NOME VERDADEIRO DO ALTÍSSIMO CRIADOR, E DE SEU FILHO UNIGÊNITO?

 

PODEMOS NOS EMBASAR NO IDIOMA HEBRAICO, SEM SOMBRA DE DÚVIDAS, PARA AFIRMAR-MOS A VERACIDADE DA SONORIDADE VOCAL REFERENTE AO NOME VERDADEIRO DO ALTÍSSIMO CRIADOR, E DE SEU FILHO UNIGÊNITO?


 

Respondendo a essa pergunta, eu diria que tenho muita dúvida. E a julgar pelo que tenho visto na Internet, creio que a maioria, se não a totalidade, dos que postam algo a respeito do assunto responderiam que sim. Pois, praticamente só vejo pessoas que discutem o assunto, se embasando principalmente no idioma hebraico! Creio que para aprofundarmos no assunto, em primeiro lugar temos que partir da premissa de que “existem vários hebraicos”, e não somente o que denominam de “hebraico moderno” e “hebraico arcaico” ou “paleou-hebraico”! Como os idiomas estão e sempre estiveram em constante evolução, a cada determinada grande fração de tempo temos um “novo hebraico”! Principalmente em se tratando de um idioma milenar, como é o caso! E de qual ou quais  “deles” a maioria dos que postam sobre o assunto se embasam? ----- “Como assim, vários idiomas hebraicos”? Exatamente! Mas temos que levar em conta as aspas empregadas! Entendo que dentro do idioma hebraico moderno e do arcaico, existem “outros idiomas”! Parafraseando um certo político mineiro de um passado não muito distante, eu diria que línguas (política) é como nuvem, a gente olha e vê uma coisa, olha novamente e vê outra! Lógico que há um certo exagero nisso, porém não podemos negar que a “cada dia” surge uma nova gíria, uma nova palavra, um jeito novo de pronunciar e se expressar; e levemos em conta que o mundo é um “caldo cultural”, e que Israel passou por várias influências culturais de outros povos durante séculos, e que, também, o idioma hebraico chegou a ser considerado extinto, totalmente ou restrito a alguns religiosos na diáspora! Caso o hebraico tenha sido preservado durante a diáspora por alguns religiosos, é de se perguntar até que ponto foi preservado? Existem provas a esse respeito ou isso passa por afirmações humanas? Se estudarmos um mínimo de linguística, constataremos o que foi explanado acima. Na linguística encontramos o que foi denominado de “diacronia e sincronia”.

Na enciclopédia Wikipédia, sincronia é olhar para a uma língua como ela é hoje, sem aprofundar os estágios de evolução pelos quais a língua passou, como o latim, por exemplo. Diacronia é compreender o que houve com a língua ao longo da história, para ela ter as características que tem num determinado momento. Imagine: num passado não muito distante, falavam e escreviam “vossa mercê”, “evoluiu” para “vós missê”, posteriormente para “você”, o que ainda é usual nos dias de hoje; depois simplificou para “ocê” e já chegamos ao “cê”, como popularmente vemos hoje!

Quem quiser se aprofundar nessa matéria, estude sobre Ferdinand de Saussure, considerado o pai da linguística. Na concepção dele, a linguística é encarada como uma ciência, ou seja, não apenas descreve fatos linguísticos como também busca explicações coerentes para sua ocorrência. Graças aos estudos saussurianos, a língua é explicada a partir de quatro dicotomias: língua x fala, significante x significado, sincronia x diacronia, paradigma x sintagma. 

Como podemos constatar no estudo dessa matéria, essas mudanças acontecem em todas e quaisquer línguas, inclusive no hebraico. É aí que entra a questão da “multiplicidade de hebraicos”: praticamente, podemos definir quantos hebraicos quisermos nesses milênios de existência, porém acho que se fatiarmos de cinco em cinco séculos está de bom tamanho para o nosso propósito. E em qual “hebraico” ou “hebraicos” os afirmadores das mais diversas versões se embasam? Do século um? Do século cinco? Do século dez? Do século quinze? Do século vinte? Dos séculos a. c.? Do hebraico de todos os dias, desde a antiguidade quando tudo começou? E por aí caminhamos! O que eu tenho percebido é que todos ou praticamente todos os afirmadores de suas convicções, contraditórias entre si, se embasam no que denominaram de “hebraico moderno”! Como se trata de uma questão que envolve milênios, a questão vocal do nome original do Pai Criador, para termos uma certeza absoluta da pronúncia verdadeira, seria suficiente fazer um estudo altamente minucioso, diacrónico e sincrónico do que restou de informações sobre o idioma hebraico, desses cerca de três milênios decorridos, com falhas ou pulo no tempo? Dispomos de uma história não fracionada, e principalmente de uma gramática verdadeiramente milenar, verdadeiramente autêntica, e verdadeiramente abrangente? Os sinais massoréticos, criados muito posteriormente ao tempo de “Moisés” pelos massoretas, são evidências de uma limitação gramatical muito significativa do hebraico primitivo? Seria possível regatar ou confirmar uma vocalização correspondente a um simples tetragrama, dentro de um emaranhado milenar de evoluções linguísticas, influências e domínios de outros povos, amigos ou inimigos? Creio ser factível a possibilidade que de que o nome verdadeiro do Altíssimo nunca tenha se perdido, passando de geração em geração! O difícil a meu ver, é provar de maneira inequívoca sem ter que confiar no ser humano, que a perca da referida sonoridade vocal original nunca aconteceu! Tem gente que apresenta o fato de alguns judeus contemporâneos pronunciarem de certa forma um suposto nome verdadeiro, e crendo nesse nome apenas pelo fato de sair da boca de judeus!

O que tiraria todas as dúvidas existente nesse contexto, a de que que a pronúncia correta referente ao nome do Altíssimo nunca se perdeu através do tempo? Uma prova incontestável, sem base em afirmações humanas? Isso, para o meu entendimento, até agora ainda não vi, infelizmente. Uma revelação espiritual do Pai Soberano Celestial sobre o verdadeiro nome para todos os escolhidos ou não? Já ouvi alguns testemunhos individuais, porém contraditórios entre si, o que tira a credibilidade de tais revelações! A descoberta de uma base bíblica irrefutável? Até agora, no meu entendimento, não tenho nada afirmativo, porém estou preparando uma postagem onde faço algumas indagações a respeito do assunto. O que eu postarei são colocações para o início de um estudo coletivo, para quem possa se interessar. Aguardem!!!

Uma gravação sonora daquele tempo, onde constasse o nome verdadeiro do Altíssimo? É sem sombra de dúvidas que fora do campo da ficção científica isso é impossível atualmente, não existem “sons arqueológicos”, e pela pesquisa que fiz, a primeira gravação sonora rudimentar só aconteceu em 1857!

Somente no ano de 1857, o bibliotecário francês Édouard-léon Scott de Martinville criou um dispositivo chamado Fonoautógrafo.


O primeiro protótipo do fonógrafo foi obtido pelo francês Léon Scott em 1857, quando estudava as características do som. Somente vinte anos depois, no entanto, graças a uma máquina inventada por Thomas alva Edison, foi possível ouvir a reprodução de uma gravação.


De lá para cá, a coisa começou a evoluir...

Não sei se vou ou não convencer alguém de que todas as versões (ou exceto uma, caso provem a verdade) atribuídas ao nome original do Pai Altíssimo são duvidosas, até porque a verdade é uma só! Se o que fundamenta um nome é a vocalização do mesmo, não pode existir um nome com várias vocalizações e os rabiscos gráficos que dão forma ao tetragrama, por si só não provam nada, além de como a vocalização é ou era representada graficamente! Como existem várias versões, defendidas por gente que se diz entendida no assunto, e ao mesmo tempo contraditórias entre si, apenas os defensores de uma determinada versão podem estarem certos, e os demais estariam certamente errados! Ou todos estariam errados, caso nenhuma versão em questão seja a correta!

Voltando a questão da pergunta que intitula essa postagem, logo no início do texto eu assumo que tenho “muitas dúvidas”! E na dúvida eu acho racional não optar por nenhuma das versões que vejo como duvidosas, sem, no entanto, desrespeitar ou desacreditar nenhuma delas. Prefiro me referir ao Pai Celestial Criador de todas as coisas, como “Altíssimo”, “Criador”, “Pai da humanidade”, Soberano do Universo, entre outros adjetivos que verdadeiramente identifique Aquele que amamos acima de tudo e de todos!

Quanto ao Seu filho Unigênito, prefiro me referir como “Messias” ou “Mashiach”!

Deixo aqui algumas outras questões colocadas, e as conclusões é cada um dos leitores! Convido os mesmos a fazerem comentários e a entrar para o meu grupo no Facebook, no seguinte link, onde encontramos as mais diversas opiniões:

https://www.facebook.com/groups/234764692096313/members/

A seguir, uma pequena ideia de como era o português no ano de 1214, quando foi feito o testamento de D. Afonso II, em Portugal:

Transcrição do Testamento de D. Afonso II Testamento de D. Afonso II. 1214-06-27. Portugal, Torre do Tombo, Mitra Arquiepiscopal de Braga, mç. 1, n.º 48 COSTA, Avelino de Jesus - Os mais antigos documentos escritos em português: revisão de um problema histórico-linguístico. In Estudos de cronologia, diplomática, paleografia e histórico-linguísticos. Coimbra: Centro de História da Sociedade e da Cultura da Universidade de Coimbra, [s.d.]. [Em linha]. [Conlt. 21 outubro 2013]. Disponível em WWW. [1]

En’o a nome de Deus. Eu rei don Afonso pela gracia de Deus rei de Portugal, seendo sano e saluo, temẽte o dia de mia morte, a saude de mia alma e a proe de mia molier raina dona Orraca e de me(us) filios e de me(us) uassalos e de toido meu reino fiz mia mãda p(er) q(eu) de- [2] pos mia morte mia molier e me(us) filios e meu reino e me(us) uassalos e todas aq(ue)las cousa q(eu) De(us) mi deu en poder sten en paz e en folgãcia. P(ri)meiram(en)te mãdo q(eu) meu filio infante don Sancho q(eu) ei da raina dona Orraca agia meu reino enteg(ra)m(en)te e en paz. E ssi este for [3] morto sen semmel, o maior filio q(ue) ouuer da raina dona Orraca agia o reino entegram(en)te e en paz. E ssi filio barõ nõ ouuermos, a maior filia q(ue) ouuermos agia'o. E ssi no tẽpo de mia morte meu filio ou mia filia q(ue) deuier a reinar nõ ouuer reuora, segia en poder [4] da raina sa madre e meu reino segia en poder da raina e de me(us) uassalos atá q(uan)do agia reuora. E ssi eu for morto, rogo o apostoligo b come padre e senior e beigio a t(er)ra ante seus péés q(ue) el recebia en sa comẽda e so seu difindemẽto a raina e me(us) filios e o reino. E ssi eu [5] e a raina formos mortos, rogoli e pregoli q(ue) os me(us) filios e o reino segiã en sa comẽda. E mãdo da dezima dos morauidíís e dos di[n]eiros q(ue) mi remaserũ de parte de meu padre q(ue) sũ en Alcobaza e do outr´auer mouil q(ue) i posermos pora esta dezima q(ue) segia partido pelas manus [6] do arcebispo ele Bragáá e do arcebispo de Santiago e do bispo do Portu e de Lixbona e de Coĩbria e de Uiseu e de Lamego e da Idania e d'Euora e de Tui e do tesoureiro de Bragáá. E out(ro)ssi mãdo das dezimas das luctosas e das armas e dout(ra)s dezimas q(eu) eu tenio apartadas en te- [7] souros per meu reino, q(ue) eles as departiã c asi como uirẽ por derecto. E mando q(ue) o abade d'Alcobaza lis dê aq(ue)sta dezima q(ue) el ten ou teiuer e eles as departiã segũdo De(us) como uirẽ por derecto. E mãdo q(ue) a raina dona Orraca agia a meiadade de todas aq(ue)lias cousas mouils q(ue) eu ouuer [8] à mia morte, exetes aq(ue)stas dezimas q(ue) mãdo dar por mia alma e as out(ra)s q(ue) tenio en uoontade por dar por mia alma e non’as uiier a dar. Et mãdo q(ue) si a raina morrer en mia uida q(ue) de todo meu auer mouil agia ende a meiadade. Da out(ra) meiadade solten ende p(ri)meiram(en)te [9] todas mias devidas e do q(ue) remaser fazam en[de] t(re)s partes e as duas partes agiã me(us) filios e mias filias e departiãse ent(r’e)les igualm(en)te. Da t(er)ceira o arcebispo de Bragáá e o arcebispo de Santiago e o bispo do Portu e o de Lixbona e o de Coĩbria e o de Uiseu e o d’Eurora fazã desta [10] guisa: q(ue) u q(ue)r q(ue) eu moira q(ue)r en meu reino q(ue)r fora de meu regno fazam aduzer meu corpo p(er) mias custas a Alcobaza. E mãdo q(ue) den a meu senior o papa ĪĪ|Ī| m(o)r(auidiis) d a Alcobaza ĪĪ| m|r. por meu añiu(er)sario, a Santa Maria de Rocamador ĪĪ| m|r. por meu añiu(er)sario [11] a Santiago de Galicia ĪĪ| CCC m|r. por meu añiu(er)sario, ao cabidóó da Séé da Idania mill(e) m|r. por meu añiu(er)sario, ao moesteiro de San Gurge e D m|r. por meu añiu(er)sario, ao moesteiro de San Uicẽte de Lixbona D m|r. por meu añiu(er)sario, aos caonigos de Tui mill(e) [12] m|r. por meu añiu(er)sario. E rogo q(ue) cada un destes añiu(er)sarios fazam sẽp(re) no dia de mia morte e fazam t(re)s comemorazones en t(re)s partes do ano e cada dia fazam cantar una missa por mia alma por sẽpre. E ssi eu en mia uida der estes añiu(er)sarios, mãdo q(ue) orem por mi co- [13] me por uiuo atá en mia morte e depos mia morte fazam estes añiu(er)sarios e estas comemorazones assi como suso é nomeado, assi como fazem en’ os out(ro)s logares u iá dei meus añiu(er)sarios. E mãdo q(ue) den ao maestre e aos freires d'Euora D m|r. por mia alma, ao comen- [14] dador e aos freires de Palmela D m|r. por mia alma. E mãdo q(ue) o q(ue) eu der daq(ue)sta mãda en mia vida q(ue) non’o busque nenguu depos mia morte. E o q(ue) remaser daq(ue)sta mia t(er)cia mãdo q(ue) segia partido igualmẽte en cinq(ue) partes das quaes una den a Alcobaza u [15] mando geitar meu corpo. A out(ra) ao moesteiro de Santa Cruz, a t(er)ceira aos Tẽpleiros, a q(ua)rta aos Espitaleiros, a q(ui)nta den por mia alma o arcebispo de Bragáá e o arcebispo de Santiago e os cinque bispos q(ue) suso nomeamos segũdo Deus. E den ende aos oméés d’ordin [16] de mia casa e aos leigos q(ue) eu nõ galardoei seu servizo assi com’eles uirem por guisado. E as out(ra)s duas partes de toda mia meiadade segiã departidas igualm(en)te ent(re) f me(us) filios e mias filias q(ue) ouuer da raina dona Orraca assi como suso é dito. E mãdo q(ue) aq(ue)ste auer [17] dos me(us) filios q(ue) o teniã aq(ue)stes dous arcebispos cũ aq(ue)stes cinq(ue) bispos atá q(uan)do agiã reuora. E a dia de mia morte se alguus de me(us) filios ouuerẽ reuora, agiã seu auer. E dos q(ue) reuora nõ ouuerẽmãdo q(ue) lis teniã seu auer atá q(uan)do agiã reuora. E mãdo q(ue) q(ue)n q(ue)r que [18] tenia meu tesouro ou me(us) tesouros a dia de mia morte q(ue) os dê a departir aq(ue)stes dous arcebispos e aq(ue)stes cinq(ue) bispos, assi como suso é nomeado. E mãdo ainda q(ue) se s'asunar todos nõ poderem ou nõ q(ui)serẽ ou descordia for ent(r’a)q(ue)stes a q(ue) eu mãdo departir aq(ue)estas dezimas [19] suso nomeadas, ualia aq(ui)lo q(ue) mãdarẽ os chus muitos p(er) nõbro. Out(ro)ssi mãdo daq(ue)les q(ue) mia mãda an a departir ou todas aq(ue)lias cousas q(ue) suso sũ nomeadas q(ue) si todos nõ se poderẽ assunar ou nõ q(ui)serem ou descordia for ent(r’e)les ualia aq(ui)lo q(ue) mãdarẽ os chus muitos p(er) [20] nõbro. Mando ainda q(ue) a raina e meu filio ou mia filia q(ue) no meu logar ouuer a reinar se à mia morte ouuer reuora e meus uassalos e o abade d’Alcobaza sen demorancia e sen (con)t(ra)dita lis den toda mia meiadade e todas as dezimas e as out(ra)s cousas suso nomeadas [21] e eles as departiã assi como suso é nomeado. E ssi à mia morte meu filio ou mia filia q(ue) no meu logar ouuer a reinar nõ ouuer reuora, mãdo empero q(ue) aq(ue)stes arcebispose aq(ue)stes bispos departiã todas aq(ue)stas dezimas e todas aq(ue)stas out(ra)s cousas assi como suso é no- [22] meado. E a raina e me(us) uassalos e o abade seu demorãcia e sen (con)t(ra)dita lis den toda mia meiadade e todas as dezimas e as out(ra)s cousas q(ue) teiuerẽ, assi como suso é dito. E ssi dar nõ li as q(ui)serem, rogo [o]s e arcebispos e os bispos com’eu en eles (con)fio q(ue) eles o demãdem pe- [23] lo apostoligo e p(er) si. E rogo e prego meu senior o apostoligo e beigio a t(er)ra ante seus péés q(ue) pela sa santa piadade faza aq(ue)sta mia mãda séér (con)p(ri)da e aguardada, q(ue) nenguu nõ agia poder de uinir (con)t(ra) ela. E ssi a dia de morte meu filio ou mia filia q(ue) no [24] meu logar ouuer a reinar nõ ouuer reuora, mãdo aq(ue)les caualeiros q(ue) os castelos téén de mi en’ as t(er)ras q(ue) de mi téém os me(us) riquos oméés q(ue) os den a esses meus riq(uo)s oméés q(ue) essas t(er)ras teiuerẽ. E os meus riquos oméés den'os a meu filio ou a mia filia q(ue) no [25] meu logar ouuer a reinar q(uan)do ouuer reuora, assi como os dariã a mi. E mandei fazer treze cartas cũ aq(ues)ta tal una come outra, q(ue) p(er) elas toda mia mãda segia (com)p(ri)da, das quaes ten una o arcebispo d(e) Bragaa, a out(ra) o arcebispo de Santiago, a t(er)ceira o arcebispo [26] de Toledo, a q(ua)rta o bispo do Portu, a q(ui)nta o de Lixbona, a sexta o de Coĩb(r)ia, a septima o d'Evora, a octaua o de Uiseu, a nouea o maestre do Tẽplo, a dezima o p(r)ior do Espital, a undezima o p(r)ior de Santa Cruz, a duodecima o abade d'Alcobaza, a t(er)cia dezima facer g guarda[r] en [27] mia reposte. E forũ feitas en Coinbria IIII. or dias por andar de junio, E(r)a M.ª CC.ª Lª II

domingo, 30 de janeiro de 2022

 

PERGUNTAS DESTINADAS A QUALQUER IRMÃO QUE QUEIRA ME RESPONDER:

Se alguém estiver pregando errado o nome do Altíssimo, estará pecando? Como o Altíssimo agirá com pessoas que por qualquer motivo pregou e prega o Seu nome errado? Alguém seria capaz de assumir uma responsabilidade perante o Pai Celestial em relação a veracidade do nome que está pregando? Alguém assume o risco de perda da própria salvação perante o Pai Celestial caso esteja pregando um nome errado, mesmo crendo que está pregando certo? Quem prova por “a + b” que o nome que prega é o verdadeiro?

Se as variedades de versões bíblicas existentes não provam a veracidade do verdadeiro nome do Altíssimo, onde estaria a prova? Nas descobertas arqueológicas? Onde está o “áudio vocal arqueológico”? Nas bocas de homens? Em tradição humana? Quando começou tal tradição? Tradição é prova absoluta de alguma coisa?

Está em alguns judeus que pronunciam de uma determinada forma? Todos os judeus pronunciam de uma única forma? Está na gramática do idioma hebraico? Quando começou tal gramática? Ela é antiga e abrangente o suficiente para provar a sonoridade vocal do nome dado a “Moisés” no monte? Existem provas a respeito disso? Os sinais massoréticos foram criados para suprir alguma limitação do paleou-hebraico?

O alfabeto latino, utilizado pelos romanos a partir do século vii a. c., derivou do alfabeto etrusco, que por sua vez evoluiu a partir do alfabeto grego?

Há influência do latim em outros idiomas, como o português e o espanhol, por exemplo? Será que o mesmo não aconteceu com o aramaico, ou o paleou-hebraico? Israel passou por influência de outros povos, nações e línguas, além de viver períodos subjugados? Como saber o que realmente aconteceu com o paleou-hebraico nesses mais de dois milênios passados? A prova está na história? A história é manipulável? Existem uma “infinidade de buracos” na história de Israel, ou ela conta todo o passado nos mínimos detalhes? História antiga, seja ela qual for, registrou algum áudio vocal?

E a questão dos sons emitidos por certos animais que tem uma certa semelhança com a pronúncia de uma das versões pregadas, referente ao nome do Altíssimo, prova alguma coisa? Como minha opinião é um tanto prolongada, e o meu pensamento a respeito do assunto já está publicado nesse blogger e num grupo, passo aqui um link para quem se interessar:

https://discutindoavida-val.blogspot.com/2021/10/os-sons-emitidos-por-certos-animais-sao.html

E as questões das revelações que alguns irmãos afirmam ter recebo diretamente do Altíssimo ou de outras fontes celestiais? Na minha opinião isso é responsabilidade de cada um. O que eu posso dizer é que respeito tais afirmações, mas tenho muita precaução em relação as mesmas, e creio que toda mentira um dia cai por terra!

 Não tenho o propósito de dificultar pregações ou “bater de frente” com quem defende essa ou aquela versão atribuída ao nome verdadeiro do altíssimo, mas, sim, de chamar a atenção para a possibilidade de estarem pregando uma versão do nome que não seja a verdadeira! A verdade sobre a originalidade do nome é uma só. Se existem várias versões e a verdade é uma só, a lógica irrefutável é a de que todas são mentirosas, ou apenas uma é verdadeira! Trocar seis por meia dúzia, creio que não leva a nada!

Se dão tanta importância a questão do nome, e eu endosso essa importância, qual a razão de uma escolha, cuja prova de veracidade se perde na obscuridade de uma história milenar, cheia de vacância de “fatos concretos”, e onde as línguas ou idiomas estiveram em constantes mutações?

Não digo que nenhuma das versões está errada, mas prefiro não correr o risco de optar por uma inverídica. Na falta de uma certeza absoluta, eu prefiro fazer uso de alternativas, como “Altíssimo”, “Pai Celestial”, “Soberano do Universo, além de outras. Mesmo, assim, um dia desses descobri que a alternativa que eu mais fazia uso é derivada de um deus mitológico denominado “Éter”.

https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89ter_(mitologia)

De lá para cá, tenho procurado não mais mencionar o termo “eterno”, em se tratando do Pai Celestial.

A escrita mais antiga da qual há evidências claras é conhecida como cuneiforme marcado em fragmentos de argila de cerca de 5.000 anos atrás.


Por essa argila dá para se ter uma ideia do quanto precário é, uma escrita antiga!

 


Se alguém quiser se aprofundar mais na questão das línguas e alfabetos antigos, indico os links a seguir: 

Características de escrita alfabética e exemplos | Thpanorama - Torne-se melhor hoje

 Alfabetos do Mundo – Resenhas No. WordPress. Com

Faço aqui um convite para ingressarem num grupo que criei:

https://www.facebook.com/groups/234764692096313/about/

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

CORRENDO ATRÁZ DA PROVA!

 

Correndo atrás da prova!



Há cerca de trinta anos passados, me convenceram de que o nome “jesus” não era verdadeiro e continuo crendo nisso até os dias de hoje. Também me convenceram de que o nome “Yeshua” era o verdadeiro e no mesmo cheguei a me batizar, naquela época.

Depois disso, começaram a surgir para mim outras versões supostamente verdadeiras, tais como:

Filho: Yeshua, Yashua, Yoshua, Yehoshua, Yaohushua, Yahushua,  Yahshuah, Yausha. 

Pai: Javé, Yahveh, Yehovah​, Yhová, Yahu, Yauh.

As últimas versões que passei a conhecer e que afirmam categoricamente serem a verdade é “Yauh” referente ao Pai e “Yausha” referente ao Filho. Diante dessa questão, é de se indagar: Haverá uma próxima “nova versão” a ser afirmada como verdadeira? A mim não resta outra alternativa, que não a de exigir de quem afirma, a prova sobre a verdade! Me espanta quando vejo na Internet, gente afirmando que o pergaminho tal que consta o tetragrama hebraico ou paleo-hebraico, descoberto no Egito, em Qumran, ou sabe-se lá onde, é a prova da verdade. Ao que me consta, letras ou rabiscos arqueológicos só podem provar como era escrito o nome, ou seja, a grafia e nada mais. O que vai além disso (como se pronunciava) depende da existência de uma gramática paleo-hebraica rica em pormenores, e do pleno conhecimento sobre ela. Sem essa de “achismos”, ou suposições. Judeus fazendo uso da versão “Yauh”, sem provarem a verdade, para o meu modesto entendimento, não passa de indícios. Animais que emitem sons parecidos com o da versão “Yauh”, também no meu modesto entendimento não aceito como prova. Acho essa questão dos sons de certos animais mal interpretada, e tenho uma postagem no meu blogger com mais detalhes sobre o assunto:

“OS SONS EMITIDOS POR CERTOS ANIMAIS, SÃO PROVAS ABSOLUTAS DE QUE O NOME VERDADEIRO DO ETERNO É "YAUH”? ”https://www.blogger.com/blog/post/edit/1342896579667370386/6110299154862976746

Longe de querer ser, ou me julgar o dono da verdade, estou ainda nesse mundo para ensinar ou aprender, entre outras coisas. Sobre a suposta gramática paleo-hebraica, eu gostaria que me provassem a sua existência, como ela chegou aos nossos dias, a sua abrangência e a sua autenticidade, para que eu acabe com a minha dúvida, de vez (como gostaria de acabar!!!!!!!)! Afinal de contas, os judeus deixaram de existir como nação durante quase dois milênios, se espalharam pelo mundo, se submeteram a muita influência de outras nações e línguas, etc. A prática da afirmação é coisa muito fácil! Alguém já ouviu testemunho falso ou contraditório sobre esse ou aquele assunto?

A paz do Eterno a todos.

Sugiro que abram esse link:

https://iadrn.blogspot.com/2012/09/o-tetragrama-de-deus-e-pronuncia.html

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

PODEMOS TER CERTEZA ABSOLUTA DE COMO ERA PRONUNCIADO O NOME DO ETERNO E DO SEU FILHO UNIGÊNITO A CERCA DE DOIS MIL ANOS PASSADOS?

 

PODEMOS TER CERTEZA ABSOLUTA DE COMO ERA PRONUNCIADO O NOME DO ALTÍSSIMO E DO SEU FILHO UNIGÊNITO A CERCA DE DOIS MIL ANOS PASSADOS?

Dizem que temos um sexto sentido, quem sabe um sétimo e por aí vai. Porém de fato, mesmo, conhecemos cinco: paladar, olfato, tato, audição e visão. Para analisarmos a questão dos nomes bíblicos à luz dos sentidos, podemos descartar de imediato o paladar e o olfato. O tato, apesar de poder ler o alfabeto braile (para cegos), por exemplo, é insignificante nessa questão. Resta-nos a audição e a visão, nessa análise. Como um nome não se baseia em rabiscos (letras alfabéticas), e sim em sonoridade vocal, a audição é mais importante.

Acontece, que o som se esvai no espaço e no tempo, e para sanar parte desse problema foi criada a escrita e mais recentemente o gravador de voz. O gravador de voz é mais completo, pois além de registrar voz registra também o tom dela, que pode ser de ironia, felicidade, medo, etc. Creio que é consenso geral na humanidade, que gravador de voz a milênios passados não existia, resta-nos nessa questão a escrita. A escrita é limitada em relação ao gravador de voz, e todo esforço é necessário para que ela represente os sons o mais fielmente possível, como acentuação e pontuação...

É necessária uma gramática bem abrangente para representar os sons de um idioma. E quando se trata do idioma hebraico milenar, com o seu devido alfabeto (alfabeto esse limitado, que não representa todos os sons vocais existentes) (o som do jota por exemplo), e que chegou a ser extinto durante a diáspora, eu pergunto: como provar hoje em dia a fidelidade dos sons representados pelo conjunto desses caracteres gráficos hebraicos, recuperados pela arqueologia? Sabemos que até os historiadores que se dedicaram e se dedicam a história de Israel, se baseiam muito em suposições, e que o povo antigo de Israel passou por várias influências de línguas e culturas de outros povos.

Para se ter uma certeza absoluta de como era pronunciado os nomes bíblicos, creio ser necessário:

Gravação de voz que prove. (Inexistente).

Prova de que a gramática hebraica dos tempos bíblicos é abrangente o suficiente para retratar a fidelidade das pronúncias antigas, e que ainda é conhecida nos dias de hoje. (Será que existe? Eu não conheço).

Formas recorrentes que tenho visto, de escreverem e pronunciarem o nome do Pai e do Filho:

Filho: Yeshua, Yashua, Yoshua, Yehoshua, Yaohushua, Yahushua, Yahshuah, Yausha.

.Pai: Javé, Yahveh, Yehovah​, Yhová, Yahuh, Yauh.

A seguir meras ilustrações:






O que será que causa toda essa variedade de nomes atribuídos ao Altíssimo e ao Seu Filho Unigênito? Todos defendidos por gente que se diz entendida no assunto? Fotos com alguns exemplos, acima.

Não creio ser impossível de que as pronuncias corretas dos tempos bíblicos, principalmente dos nomes sagrados, tenha chegado aos nossos dias através das gerações judaicas na diáspora, porém, particularmente, acho dificílimo! E o principal problema é: como ter certeza disso, e se chegou qual a razão da criação do hebraico moderno, o atual, falado em Israel, que nada mais é do que um novo idioma? Ou não?

Tenho visto várias postagens a respeito do assunto (que para o meu humilde entendimento não passam de indícios), atribuindo como prova ou evidência da veracidade do nome do Eterno, o fato de alguns judeus em Israel pronunciarem dessa ou daquela forma o nome que eles atribuem ao Altíssimo! Judeus messiânicos no Brasil (em Belo Horizonte parece ter muitos) geralmente fazem uso da versão “Yeshua” para se referir ao filho.

Estão usando, também, o som emitido por alguns animais, como prova ou evidência de que o verdadeiro nome do Eterno é “Yauh” devido alguma semelhança sonora, e citam parte do Salmo 148 como justificativa. A esse respeito, já postei nesse mesmo blogger o que intitulei "OS SONS EMITIDOS POR CERTOS ANIMAIS, SÃO PROVAS ABSOLUTAS DE QUE O NOME VERDADEIRO DO ETERNO É "YAUH"? Sugiro que leiam.

O meu propósito é a Verdade, e não semear dúvidas, discórdias ou mentiras. Não sou contra nenhuma versão afirmada como verdadeira ou pessoas que defendem tais versões. Para mim, o maior dos fundamentos espirituais é: 

37  E o Mashiach disse-lhe: Amarás o Pai Celestial de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. 

38  Este é o primeiro e grande mandamento. 

39  E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

40  Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas. MATEUS 22

Entretanto, não posso me omitir diante do que entendo como duvidoso ou erro, o que muitos pregam como verdade absoluta, até pela esperança de que o assunto seja mais debatido. Que cada um tire suas próprias conclusões.

Tenho postado na Internet um apelo para que irmãos deem suas opiniões sobre dois versículos que dizem respeito ao nome do Altíssimo, porém até agora infelizmente não recebi opinião de ninguém! São eles:

"Portanto ouvi a palavra do ALTÍSSIMO, todo o Judá, que habitais na terra do Egito: Eis que eu juro pelo meu grande nome, diz o ALTÍSSIMO, que nunca mais será pronunciado o meu nome pela boca de nenhum homem de Judá em toda a terra do Egito dizendo: Vive o “Senhor DEUS”(Yauh?)!"(Jeremias44:26).

"Porque então darei uma linguagem pura aos povos, para que todos invoquem o nome do Soberano do Universo, para que o sirvam com um mesmo consenso."  Sofonias 3:9.

Vejo nesses dois versículos muita margem para discussão! Se alguém quiser trocar ideias, civilizadamente, estou aberto, para aprender ou ensinar, ou as duas coisas. Creio que homem nenhum é perfeito, ninguém sabe tudo.

Faço aqui um convite para ingressarem num grupo que criei:

https://www.facebook.com/groups/234764692096313/about/

A paz do Altíssimo para todos.

Contato:

roberto.val@yahoo.com


terça-feira, 19 de outubro de 2021

OS SONS EMITIDOS POR CERTOS ANIMAIS, SÃO PROVAS ABSOLUTAS DE QUE O NOME VERDADEIRO DO ETERNO É "YAUH"?

OS SONS EMITIDOS POR CERTOS ANIMAIS, SÃO PROVAS ABSOLUTAS DE QUE O NOME VERDADEIRO DO ALTÍSSIMO É "YAUH"?

Para um melhor proveito dessa análise bíblica, sugiro que os interessados no assunto leiam ou releiam os Salmos 148, 149 e 150, antes e depois dessa análise escrita. (Para quem se interessar, os mesmos estão disponíveis no final dessa análise.)

Devido a ênfase que um certo segmento evangélico (os defensores da versão “Yauh”) vem dando a questão do verdadeiro nome do Eterno, fato que, apesar de uma certa discordância, considero positivo, resolvi fazer um estudo com mais atenção, dos Salmos 148, 149 e 150, e logo cheguei  a uma primeira indagação: Que nesses três referidos capítulos de Salmos, hora os louvores se referem ao nome, hora se referem à Pessoa do nome? 

Numa contagem no contexto desses três versículos, observei um resultado de nove referências a Pessoa do nome x três referências ao nome, propriamente dito, como mostra a explanação logo abaixo!

Se referindo a Pessoa do nome: (Total 9 versículos)

Capítulo 148: (3 versículos) 148:1 - 148:7 – 148:14 –

Capítulo 149: (4 versículos) 149:1 – 149:3 – 149:6 – 149:9 –

Capítulo 150: (2 versículos) 150:1 – 150:6 -

Se referindo ao nome: (Total 3 versículos)

Capítulo 148: (2 versículos) 148:5 - 148:13 –

Capítulo 149: (1 versículo) 149:3 –

Podemos tirar conclusões de que o nome do Altíssimo é mais importante que a pessoa do Altíssimo, ou o nome apenas identifica a pessoa? 

Longe de querer diminuir a devida importância do verdadeiro nome do Altíssimo, creio que as duas questões são importantíssimas. Deixo claro, também, que sou contra a versão denominada "Jesus", entre outras, que considero hereges. Porém, para que um nome identifique uma pessoa é necessário que esse nome seja o verdadeiro, creio que isso não se discute. Entretanto, a questão mais objetiva onde quero chegar, é: 

Os sons que alguns animais emitem, parecidos com a sonoridade vocal da versão “Yauh”, são provas irrefutáveis de que o verdadeiro nome do Altíssimo é “Yauh”, ou são apenas algumas formas, entre muitas outras, que o Altíssimo, por ser o Criador de todas as coisas, criou para que a Sua criação louvasse a Si próprio, cada qual do seu modo? 




O sol, a lua e as estrelas, louvam a pessoa ou o nome do Altíssimo, como louvam a baleia, o leão, o gato, etc.? Se louvam, não é nem necessário emitir som para louvar, correto? Muito menos som análogo ao som da versão "Yauh", correto? Será que a beleza do Luar é uma espécie de louvor ao Altíssimo? E o canto do galo, o berro da ovelha? Já imaginaram a quantidade de animais que não emitem som parecido com a pronúncia "Yauh", e mesmo assim não deixam de estarem louvando ao Pai Celestial?

Seguindo com mais indagações:

E o restante das aves, animais terrestres e aquáticos que não emitem sons parecidos com a sonoridade da versão “Yauh”? Estão louvando ao Altíssimo ou não? Se o Salmo 148:7 menciona a baleia, menciona também os abismos, e os abismos emitem som igual ou ao menos parecido com o som da versão "Yauh"?

Os montes, os outeiros e as árvores, de acordo com os Salmos citados, estão louvando ou não? 

Os anjos, os moços, e os velhos, estão louvando ou não? 

Cada um louva do jeito que o Altíssimo proporcionou que louvasse? 

O Altíssimo deu o som de determinados amimais como prova da autenticidade do Seu nome? Onde está escrito? Acho lógico que existam outras finalidades dos  sons que muitos animais emitem, que podem serem, além de louvar, a de pedir socorro,  a de alertar, a de pré-acasalamento, de identificação, etc. O miado  inocente de um gato estranho no quintal, querendo ou não, acaba alertando moradores da casa para o leite fervido que ficou esfriando em cima do fogão? O rugido do leão na savana africana, querendo ou não, acaba alertando pessoas e animais para um perigo iminente, por exemplos?

Se a resposta a indagação: "onde está escrito", consta em alguma parte da Bíblia, não me constranjo em dizer que não conheço. Mas, sou humilde em dizer que gostaria de aprender, porém, até agora nunca ninguém me apontou nada. 

Formas recorrentes que tenho visto de pronunciarem o nome do Pai e do Filho:

 Filho: Yeshua, Yashua, Yoshua, Yehoshua, Yaohushua, Yahushua,  

Yahshuah, Yausha. 

Pai: Javé, Yahveh, Yehovah​, Yhová, Yahu, Yauh.

O que será que causa toda essa variedade de versões de nome próprio? Cada uma com seus defensores dizendo-se com a verdade? (Já comecei a me preparar para uma postagem mais direcionada a essa questão). Eu, mesmo, cheguei a me batizar na versão "Yeshua", há cerca de trinta anos passados, quando conhecia muito pouco da Verdade e acreditando na boa fé de um líder, o qual eu estava seguindo! Atualmente, estou com 76 anos de idade e na época estava me iniciando no Evangelho.

O meu propósito é a Verdade, e não semear dúvidas, discórdias ou mentiras. Não sou a favor nem contra nenhuma versão afirmada como verdadeira ou pessoas que defendem tais versões. Prefiro aguardar mais, creio que ainda tem "gordura para queimar" nessa questão. Porém, para mim, o maior dos fundamentos espirituais é: 

37  E o Mashiach disse-lhe: Amarás o Pai Celestial de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. 

38  Este é o primeiro e grande mandamento. 

39  E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

40  Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas. MATEUS 22

Entretanto, não posso me omitir diante do que entendo como duvidoso ou errado, sobre o que muitos pregam como verdade absoluta, até pela esperança de que o assunto seja mais debatido e a verdade prevaleça. 

Tenho postado na Internet um apelo para que irmãos deem suas opiniões sobre dois versículos que dizem respeito ao nome do Eterno, porém até agora infelizmente não recebi opinião de ninguém! São eles:

"Portanto ouvi a palavra do ALTÍSSIMO, todo o Judá, que habitais na terra do Egito: Eis que eu juro pelo meu grande nome, diz o ALTÍSSIMO, que nunca mais será pronunciado o meu nome pela boca de nenhum homem de Judá em toda a terra do Egito dizendo: Vive o (“Senhor DEUS”?).  (Jeremias 44: 26). Já, aqui, levanto uma questão interpretativa no que diz respeito a "terra do Egito": a jura se limitava aos homens de Judá que naquela época viviam na terra do Egito, ou abrange todos os homens de Judá daquela época e do futuro que haveria de vir, onde quer que fossem viver, uma vez que todo homem de Judá estavam vivendo na terra do Egito? Existem  razões para uma interpretação entender que a jura se limitava naquele espaço e naquele tempo? Será que uma tradução bíblica mais confiável ou um contexto maior clarearia mais essa questão?

 "Porque então darei uma linguagem pura aos povos, para que todos invoquem o nome do Soberano do Universo, para que o sirvam com um mesmo consenso."  Sofonias 3:9. 

Vejo nesses dois versículos muita margem para discussão! Se alguém quiser trocar ideias, estou aberto, para aprender ou ensinar, ou as duas coisas.

Quero, também, deixar claro que tenho um respeito muito grande por todos os yaudins, me considero irmão de fé de todos, e minha intenção não é bater de frente com ninguém, e estou aberto a trocas civilizadas de ideias. E que cada um tire suas próprias conclusões. Poderia me estender muito mais, entretanto paro por aqui. 

Faço aqui um convite para ingressarem num grupo que criei:

https://www.facebook.com/groups/234764692096313/about/

Na intenção de facilitar consultas, disponho abaixo, os três Salmos (JFA):

   SALMO  148

Toda a criação deve louvar ao Senhor

 1  LOUVAI ao Eterno. Louvai ao SENHOR desde os céus, louvai-o nas alturas.

2  Louvai-o, todos os seus anjos; louvai-o, todos os seus exércitos.

3  Louvai-o, sol e lua; louvai-o, todas as estrelas luzentes.

4  Louvai-o, céus dos céus, e as águas que estão sobre os céus.

5  Louvem o nome do SENHOR, pois mandou, e logo foram criados.

6  E os confirmou eternamente para sempre, e lhes deu um decreto que não ultrapassarão.

7  Louvai ao SENHOR desde a terra: vós, baleias, e todos os abismos;

8  Fogo e saraiva, neve e vapores, e vento tempestuoso que executa a sua palavra;

9  Montes e todos os outeiros, árvores frutíferas e todos os cedros;

10  As feras e todos os gados, répteis e aves voadoras;

11  Reis da terra e todos os povos, príncipes e todos os juízes da terra;

12  Moços e moças, velhos e crianças.

13  Louvem o nome do SENHOR, pois só o seu nome é exaltado; a sua glória está sobre a terra e o céu.

14  Ele também exalta o poder do seu povo, o louvor de todos os seus santos, dos filhos de Israel, um povo que lhe é chegado. Louvai ao SENHOR.

  SALMO  149

Os fiéis louvam a seu Deus com cânticos e instrumentos de música

1  LOUVAI ao SENHOR. Cantai ao SENHOR um cântico novo, e o seu louvor na congregação dos santos.2  Alegre-se Israel naquele que o fez, regozijem-se os filhos de Sião no seu Rei.3  Louvem o seu nome com danças; cantem-lhe o seu louvor com tamborim e harpa.4  Porque o SENHOR se agrada do seu povo; ornará os mansos com a salvação.

5  Exultem os santos na glória; alegrem-se nas suas camas.

6  Estejam na sua garganta os altos louvores de Deus, e espada de dois fios nas suas mãos,

7  Para tomarem vingança dos gentios, e darem repreensões aos povos;

8  Para prenderem os seus reis com cadeias, e os seus nobres com grilhões de ferro;

9  Para fazerem neles o juízo escrito; esta será a glória de todos os santos. Louvai ao SENHOR.

  SALMO  150

O salmista exorta toda a criatura a louvar ao Senhor

1  LOUVAI ao SENHOR. Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento do seu poder.

2  Louvai-o pelos seus atos poderosos; louvai-o conforme a excelência da sua grandeza.

3  Louvai-o com o som de trombeta; louvai-o com o saltério e a harpa.

4  Louvai-o com o tamborim e a dança, louvai-o com instrumentos de cordas e com órgãos.

5  Louvai-o com os címbalos sonoros; louvai-o com címbalos altissonantes.

6  Tudo quanto tem fôlego louve ao SENHOR. Louvai ao SENHOR.